O kpezin é um instrumento importante na vida cultural e religiosa do Benin.
É um tambor em forma de pote, uma caixa de som com um longo pescoço e uma base redonda. A base é revestida com vime trançado e o instrumento é assentado em uma "almofada" de casca de bananeira seca e enrolada, presa no instrumento por fios de fibra de folhas de bananeira.
O topo tem um diâmetro de 73 cm e é coberto por pele de antílope. Há dois tipos de kpezin: o maior chamado de kpezinnon e o menor kpezinvi, que podem ser tocados ao mesmo tempo.
A base do kpezin, coberta de pele, pode ser batida no centro ou nas margens para produzir sons diferentes durante as cerimônias especiais, exigindo muita habilidade de seus tocadores.
O kpezin é frequentemente colocado em uma peça de madeira quando é tocado para que as forças dos deuses sejam "armazenadas" nos assentamentos. Da mesma maneira, ele é tocado para os assentamentos destes tambores que são guardados sob eles quando não estão sendo tocados.
Ele também é tocado em cerimônias e rituais aos voduns e funerais. Nos rituais fúnebres ele é tocado acompanhado pelo zinli, para afastar as aflições, moléstias e ofensas.
A maior parte do tempo, os Ogans tocam o kpezin sob uma árvore.
Também é utilizado em rituais agrícolas e de purificação.
O kpezin é um instrumento muito antigo, já tocado pelos adjohoun (da cidade de Adja), trazido de Allada pelo rei Dakodonou, primeiro rei do Dahomey, morto em 1645.
No reinado de Glele, o kpezin também foi utilizado, inclusive para consertos em frente ao palácio.
Tradicionalmente, o kpezin é um instrumento sagrado. Na cerimônia do aziza honou (Aziza é o deus da canção, da música, dos caminhos musicais), é tocado na madrugada. Esta cerimônia confere grande força aos instrumentos.