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- Dan no Benin - Ouidah O culto de Dangbé conheceu seu apogeu em Ouidah, onde está seu templo até os dias de hoje. Os Dadas, seus adeptos, anualmente, faziam sacrifícios de bois, cabritos e frangos para a python. Atualmente, devido à escassez de animais para sacrifício, os adeptos arriscam-se caçando roedores Logo que um não adepto descobre
uma Dangbé em sua casa, previne o sacerdote Dangbénon ou a uma pessoa que
conheça os costumes deste réptil. Eles pegam a cobra como um fetiche em
sua mãos ou ao redor do pescoço e levam-na, silencioso e concentrado, até o
templo. Eles acreditam que a picada da python traz
imunidade contra qualquer veneno
Dan é, freqüentemente, representado por uma serprente (python) ou um
arco-íris. A primeira vista, alguns historiadores comentam tratar-se de ofiolatria. Mas a serpente de que se trata aqui é um espírito que habita o espaço e cujo deslocação determina os ciclones. Dan apreende-se do princípio vital do qual depende os seres humanos para manterem-se vivos e a terra em equilíbrio. Para escapar de Dan, basta friccionar o corpo com boldos de cebola ou xingá-lo com palavras bem grosseiras. Ainda sob a forma humana, Dan pode entrar em casas. Os que o acolhem são recompensados com tesouros mas, quem o afasta, é amaldiçoado. Dan é muito guloso, grande
apreciador de bananas e óleo de palma. Recebe estas oferendas na frente de
um pequeno par de assentamentos que representam Dan macho e Dan
fêmea
- assentamentos de Dan, em Ouidah - Sua morada é o firmamento, onde
se encontra sob a forma de arco-íris (Aido Wedo). Não se mostra
nunca sem sua fêmea. Conta-se que há dois arco-íris, mesmo que só
consigamos ver um, e que antes de sua ascensão, teria vivido 41 anos no nosso
mundo. A configuração dos países, o
lugar das cidades, os acidentes geográficos (montes, vales), são os vestígios de
sua estada prévia em nosso mundo e o arco-íris, vestígios de sua estada
remota. Os homens (sobretudo os
caçadores) que Dan quer enriquecer, conduzem-no por uma força invisível ao local
onde é chamado o rabo do arco-íris e são induzidos a tocarem na terra. Os
homens têm como efeito desta força invisível, um desejo de fazerem uma profunda
escavação no que acham ouro, pérolas, toda sorte de
tesouros. Dan protege nomeadamente o
Danson, o Dansi e o Dannou. A pessoa consagrada ao Dangbé é um
Dangbési. 2 - A Floresta
Sagrada A floresta foi consagrada pelo rei
Kpassé, Ouidah, onde fizeram um círculo mágico, silencioso, transparente ao
ar. Os grandes deuses fixam seus duros olhos. Heviosso, Dan, Sakpata.
E também os Voduns reais como Dâguessou,
protetor do rei Ghézo, com seus poderes contidos em pequenas cabaças, fetiches
em forma de bracelete. À entrada, o grande Legba figura numa expressão profana sob os irokos centenários, Tokougagba conta com os irmãos e todo o panteão dos Voduns. E toda a rota dos escravos é
demarcada por esculturas de pedra, limite de uma memória fascinante e
triste.
Meus comentários: (Yatemi Jurema de Yansã) Alguns segmentos
Jeje no Brasil, não concordam que se deva tratar do casal de Dans. Outros usam
esse procedimento somente para alguns Dans. Pelo que aprendi e pelo que lemos sobre o culto de Dan no Benin, podemos constatar que o correto é tratar do casal realmente. fontes de consulta: |