Gramática "D"

"D"

Dá : Vodun andrógino da família Dambirá (panteão da terra), suas contas são verde, amarelo e azul claro vidrado, come tatú, faisão, peixe, axoxó. Também é conhecido como Idá ou Daa.

Daco : Vodun da família Davice. Filho de Sepazim e Daco-Donu.

Daco-Donu : Vodun da família Davice, esposo da princesa Sepazim e pai de Daco.

Dadá : Pai. Mas só é empregado para Deus ou o rei de Abomey.

Dadà sɛ́gbó : O Grande Espírito, o Deus Criador.

Dada-ho : Vodun chefe da primeira linhagem da Ffmília Davice. Esposo de Naedone e irmão de Akoicinacaba. É pai de Sepazim, Dossú, Bedigá, Nanim e Apojevó.

Dagan : Cargo feminino responsável pelos rituais direcionados ao vodun Legba.

Dahoun : Dança dos voduns, instrumento musical ritualístico do povo fòn. Um jogo de três atabaques afunilados na parte inferior.

Đàn : Akɔvodún da família Cíbozó.

Dàn : Serpente, cobra, réptil. Vodun representado por uma haste de ferro que imita a serpente. Este vodun habita o espaço, onde mostra-se sob forma do arco-íris. Dàn representa o movimento, a vida. Assegura perpetuação da espécie humana. É fonte de qualquer prosperidade.

Danbalá : Vodun supremo para o povo fòn. Representa o reflexo do Arco-íris nas águas. É o lado feminino de Aidô-Wedô. A união dos dois voduns criou o termo Dambalá-wedô.

Danbirá : Família de voduns ligados ao elemento terra.

Dangbé : A serpente ou o arco-íris. Símbolo da fecundidade e do movimento permanente. Dangbé é objeto de um culto particular em Ouidah, representa a continuação da vida, o seu símbolo é a cobra mordendo o próprio rabo, representado o movimento

Dangbé : Píton real. Serpente vodun, divindade dos Xweɖá.

Dangbé xwɛ̀ : O templo das serpentes em Ouidah. Existem, pelo menos, três espécies de dangbé, de tamanhos diferentes, e veneradas, cada uma, num bairro diferente de Ouidah.

Dangbénɔ̀ : Chefe vodun. Grande sacerdote das serpentes pítons.

Dangbennon : Título dado ao principal sacerdote do culto de Dàn.

Dangbénú : Culto da serpente píton.

Dangbésì : Pessoa consagrada a Dangbé.

Dangbessy : Título dado à principal sacerdotisa do culto de Dàn.

Danhomey : Antigo país da África, capital dos fòns, local onde se   desenvolveu o culto aos voduns. Atual Republica do Bénin.

Danmí : Excremento de serpente. Acreditava-se que servia para fabricar ouro. Há a crença de que os estercos do vodun Dàn se apresentavam sob a forma de pérolas azuis. O termo designa ainda a fortuna, o dinheiro.

Dannɔ̀ : Chefe vodun de Dàn.

Dantan : Vodun feminino da terra, pertence a família Xɛbyoso. É tida como os olhos do vodun Badé. Sua cor é rosa, é muito parecida com Nanan. É muito confundida com o vodun Xandantan, que é masculino e pertence ao panteão do trovão (Xɛbyoso).

Dantokpa : Dantokpa possui igualmente seu mercado para feitiços ou gris-gris (amuleto), para todas as proteções necessárias O bairro Mawulé, onde ele reside, é situado nas margens de uma lagoa, no prolongamento de avenida da República.

Dan-wedô : Arco-íris, serpente sagrada do povo Mahín.

Davice : Família de voduns do antigo reino do Danhomey. Esta família tem seu culto bem difundido no Maranhão, no Kwêrebentan de Zomadonu (primeiro casa djedje fundada no Brasil).

Dɔ̌ jɔnu : Fazer um velório fúnebre.

Đɔ̀bálɛ̀ nú kútítɔ́ : Prostrar-se (reverenciar) diante do defunto.

Dɔ̀fínfɔ́n : Cerimônia diária do despertar de um vodun. Pequeno copo de álcool que é tomado ao despertar, após a higiene bocal.

Dɔncimɛ̀ : Peça de tecido oferecida ao cadáver.

Dɔ̀nkpɛ́ : Portador, ajuda.

Dɔ́nkpɛ́gán : Chefe de pessoas jovens (dɔ̀nkpɛ́). Também é dessa forma que se designa, no Abomey, o chefe dos coveiros duma coletividade familiar ou de toda uma região.

Dɔ̀nnúgán : Dirigente de cerimônias fúnebres.

Dɔvɔ : Nome de um vodun de Agonlin.

Dê : Resposta de chamada.

Degbokwé : Dinheiro que o defunto paga para entrar na região dos ancestrais.

Dehê: Mulher iniciada, com cargo responsável de auxiliar ao sacerdote do kwê. É uma das mães pequenas do kwê.

Dejí : ar.

Dessé : Vodun feminino jovem da família Davice. É filha de Dossú e irmã de Dossupé e Acueví.

Djasi : Pó .

Djenoukon :  Céu.

Djizônukon : Tempestade.

Djonnon : Título dado ao sacerdote ou sacerdotisa iniciado(a) de Vodun  Djó.

Djóom : Vento.

Dlɔ̆ zăn : Velar por uma cerimônia vodun.

Dŏ ahàn xɔ̀ : Depositar as bebidas no compartimento dos altares portáteis para a cerimônia do dia seguinte.

Dŏ akutù : Espalhar a farinha vermelha sobre a Divindade protetora (Lɛ̆gbà).

Dŏ avɔ̀ nú mɛ : Pagar uma tanga (veste) para um defunto.

Dŏ mɛɖé vodún mɛ̀ : Dedicar alguém para um vodun.

Dŏ tɔ̀ : Encontrar um mágico para que, através da água, ele declare quem é a pessoa culpada.

Đŏ vodún ayĭ : Instalar um vodun.

Dŏ vodún mε : Rogar praga em alguém.

Dŏ vὲ : Espalhar a farinha vermelha diante do local onde reside o vodun, logo que ocorre um falecimento num compartimento vizinho, para impedir que o morto venha profanar o vodun.

Dŏ vὲ nú vodún : Oferecer a farinha de milho misturada com óleo de palma apara um vodun.

Dŏ zĭn : Tornar invisível.

Dogan : Ekédji responsável pela preparação dos axés e dos alimentos dos Voduns. É a mãe da cozinha do kwê.

Dogbê : Vida.

Dokú : Morte.

Doné : Zeladora iniciada de Xɛbyoso ou de Azanssú.

Dosí : Irmã nascida após os gêmeos.

Dossú : Vodun da família Davice, jovem cavaleiro, divindade ligada à música, à poemas e aos instrumentos musicais. Corresponde à Ogum dos yorubás. É pai de três voduns jovens (tokhwenos), Dossupé e as jovens Dessé e Acueví. Dossú também é conhecido como Dossu-Agajá, Povessá e Huntó.

Dossupé : Vodun masculino da família Davice, jovem guerreiro, cavaleiro. É um tokhweno e corresponde à Ogunjá dos Yorubás. È filho de Dossú e irmão das princesas Acueví e Dessé.

Dosú : Rapaz nascido após os gêmeos.

Dosúsú : Fechamento do caixão funerário.

Dosúzɛ̌n : Pequena cerâmica vodun, de bordo pontiaguda, que representa uma criança nascida após os gêmeos.

Doté : Título dado ao sacerdote da nação Jeje-Mahí, iniciado de Xɛbyoso ou de Azanssú.

Dòxɔ́sú : Nome dado ao vodun Sakpatá.

Dù : ou Fádù. Signo da divindade da adivinhação (). É constituído de duas colunas verticais e paralelas, com quatro grupos de índices cada um. Cada índice é composto de um traço vertical ou dois traços verticais paralelos, que o adivinho traça num pó vegetal amarelo alaranjado, sobre o prato adivinhatório. Existem 16 signos “mãe” (dù meji), dos quais se tem a propriedade de fazer mais 240 combinações ou signos-crianças, ou seja, num total de 256 signos. A cada um desses signos são atribuídas inúmeras lendas e histórias.

Ðu sù nú Măwŭ : Profanar uma coisa santa.

Duwê : Dança.

Dyɔ́ kú : Impedir a morte de chegar, oferecendo o que ela deseja.

Ɖà hùn : Preparar o sangue para oferecê-lo ao vodun.

Ɖà mɛ : Preparar os gris-gris (amuletos) para a proteção de alguém.

Ɖè adlà : Afastar uma negatividade através de um sacrifício para .

Ɖè hùn : Fazer sair os noviços do quarto de santo.

Ɖè sù : Fazer sair qualquer um do quarto de santo.

Ɖè vĭ tɔ́n : Fazer a cerimônia de saída da criança.

Ɖè yɛsù : Cumprir suas obrigações com os espíritos, com os mortos, com e com os voduns.

Ɖè yɛsù nú vĭ : Fazer as cerimônia do clã para uma criança.

Ɖɛɖɛ : Grande tenda utilizada para um reunião ou cerimônia.

Ɖŏ : Sexo masculino, falo da Divindade protetora.

Ɖŏ asɛ́ɛ́n te nú mɛ : instalar uma altar portátil para alguém (defunto).

Ɖò mε ta : Estar na cabeça de alguém (o vodun, durante o transe).

Ɖù sù : Cometer um sacrilégio.

Ɖù vodún nŭ : Comer uma comida oferecida ao vodun.

 


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